Uma grande vitória do governo Obama

Não restam dúvidas: Osama Bin Laden era o homem mais odiado nos EUA. Afinal, não é para menos, já que a pessoa em questão foi a mentora intelectual de um dos maiores momentos da história recente do povo norte-americano: os ataques do 11 de setembro às torres gêmeas do World Trade Center e ao Pentágono. O império e o poderio bélico da maior potência do planeta foram colocados em xeque. Será que os EUA conseguiriam dar a volta por cima? Sim.

Foi demorado se acostumar às normas de segurança em aeroportos e demais estabelecimentos espalhados pelo País. O povo norte-americano passou a vivenciar um constante estado de alerta, uma paranóia generalizada. Por estas e por outras, além de alguns envolvidos indiretamente nos atentados, capturados ao longo dos últimos dez anos, encontrar Osama Bin Laden se tornou uma espécie de obsessão. Era um verdadeiro ponto de honra.

Passada uma década, muitos não acreditavam mais que Bin Laden pudesse ser encontrado. Outros, consideravam a hipótese do terrorista já estar morto. Resultado: muita especulação e poucas evidências, apesar de alguns vídeos com imagens suas que alimentavam a esperança de que Osama poderia sim, estar vivo.

Depois de muito esforço por parte da inteligência norte-americana, Bin Laden foi finalmente encontrado. Não havia mais o que se preocupar. O drama real de um povo que passou a viver amedrontado pelo terror, que começou no início deste século, chegava finalmente ao seu ponto final. Será? Há quem tema uma reação da al-Qaeda  querendo avidamente se vingar de Barack Obama e de todos os que são originários de seu País. (Sim, ele é americano apesar de algumas dúvidas suscitadas por parte da imprensa e do milionário Donald Trump).

Debaixo de certa desconfiança, governo Obama finalmente conquista sua primeira grande vitória

O temor tem lá seu fundamento já que, de acordo com fontes da imprensa internacional, Bin Laden já não era mais o número 1 de fato, ou seja, no comando das operações. Ele apenas figurava como um elemento simbólico de referência para os seus discípulos. Sua importância, atualmente, residia muito mais no medo que este nome representou no passado – de um povo que se orgulhava de ser maior em tudo, até mesmo na altura de seus arranha-céus – do que nos dias de hoje.

Durante a campanha de 2008, Obama declarou enfaticamente: “nós mataremos Osama Bin Laden”. No entanto, com o passar dos anos, o nome do terrorista foi gradativamente deixando de aparecer nos discursos do presidente norte-americano, gerando críticas de que a administração Obama não estava focada no combate ao terrorismo.

Ao anunciar a morte do terrorista Osama Bin Laden, Obama lembrou as vítimas dos atentados do 11 de setembro e reforçou a necessidade de se manter uma unidade nacional em todos os sentidos, deixando a euforia para as milhares de pessoas que comemoravam nas ruas de todo o País a queda de um dos maiores sinônimos do terror no mundo contemporâneo.

Segundo o analista político do jornal Washington Post, Chris Cilliza, a morte de Osama vai fortalecer a imagem do presidente norte-americano como líder.

O analista advertiu também que o trabalho de caçar e capturar Bin Laden foi um processo que durou décadas e envolveu três presidentes, mas foi Obama quem deu a ordem para colocar em curso a operação que ocasionou a morte do terrorista da al Qaeda.

“Vamos pensar de novo no senso de unidade que prevaleceu em setembro de 2001. Sei que em alguns momentos isso ficou desgastado. A conquista de hoje é uma evidência da grandeza de nosso país e determinação do povo americano”, salientou Obama.

Para diversos analistas políticos mundo a fora, a morte de Osama Bin Laden representou a maior vitória da administração Obama até o presente momento. Além disso, a operação que culminou na morte do líder terrorista significou para muitos estudiosos a consolidação da atual política externa dos EUA, que até bem pouco tempo vinha sendo criticada já que se suponha que Obama não estava focando seus esforços no combate ao terrorismo.

“Tudo isso – sem mencionar a onda de patriotismo na esteira da morte de Bin Laden – vai fortalecer a imagem de Obama como um líder. Vai também complicar tentativas dos candidatos presidenciais republicanos, pelo menos no curto prazo, de atacar Obama em qualquer tópico”, avaliou o analista do Washington Post.

O presidente norte-americano vem enfrentando uma verdadeira queda nos índices de popularidade desde que assumiu o governo dos EUA. Tido por muitos como uma administração que traria a mudança que o País precisava após a grave crise financeira que abalou as economias do País e da maior parte do mundo em 2008, Obama tem sido fortemente criticado e questionado em relação aos elevados preços do petróleo e da elevada dívida pública.

A reação ao anúncio da morte de Osama foi rápida entre democratas e republicanos e saudada por ambos. Alguns dos adversários de Obama cumprimentaram-no, incluindo Tim Pawlenty, ex-governador de Minnesota e republicano.

“Quero parabenizar as forças armadas da América e o presidente Obama pelo trabalho bem feito. Vamos deixar a história mostrar que a perseverança dos militares e do povo americano nunca esmorece”, disse Pawlenty.

Na opinião do Washington Post as eleições presidenciais do ano que vem girarão em torno de temas como o desemprego, a economia e o preço do petróleo. Apesar da grande vitória de Obama com a morte de Bin Laden, que só faz reforçar a posição norte-americana de Polícia do Mundo, o jornal advertiu que o primeiro presidente George Bush perdeu a reeleição mesmo depois de ter vencido a guerra no Golfo Pérsico.

O jornal The New York Times também exaltou o triunfo norte-americano na área da segurança nacional, acrescentando que o feito foi uma grande vitória para o presidente Barack Obama.”O desenrolar (dos fatos anunciados por Obama) é quase certamente um dos momentos mais significativos e definidores de sua presidência”, disse o artigo.

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