Jovens dão ênfase à educação e adiam entrada no mercado de trabalho

Dados divulgados nesta segunda-feira (09/05) pelo IBGE revelaram que os jovens – entre 15 e 17 anos – estão estudando mais e trabalhando menos. A conclusão veio depois que o Instituto observou que a proporção de adolescentes ocupados ou em busca de emprego caiu 27%, em oito anos, nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo levantamento.

O interessante é que nem mesmo a forte alta de salários e vagas em 2010 e a expansão da economia no último ano – crescimento de 7,5% – foram suficientes para atrair os jovens que se encontram nesta faixa etária para o mercado de trabalho.

O IBGE explicou que os jovens entre 15 e 17 anos responderam por 18,9% da população economicamente ativa (PEA) em 2010. Esta foi a menor taxa média nas regiões metropolitanas estudadas, que compreendem: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre. No início do levantamento, em 2003, o percentual desta parcela da PEA era de 26%.

Especialistas avaliaram os índices apresentados pelo Instituto como uma consequência natural da valorização da educação em um ambiente profissional cada vez mais competitivo. Somado a isso, mais recentemente, pôde-se notar a expansão da renda das famílias brasileiras, o que permitiu aos pais sustentarem os filhos por mais tempo. As políticas públicas, como o Bolsa Família que, dentre outras coisas, exige que os beneficiários estudem, também foram citadas como justificativa para as novas características dos adolescentes brasileiros.

Uma outra pesquisa do IBGE apontou para outra situação inusitada. Entre os anos de 1992 e 2009, o percentual de jovens que estudam e não trabalham subiu de 39% para 65%, respectivamente. “A melhora da renda familiar ajuda a explicar, mas a percepção da importância e dos retornos da educação é mais relevante”, disse o economista Jorge Arbache, da Universidade de Brasília, em depoimento ao jornal Folha de S. Paulo. “As famílias fazem mais esforço para manter a meninada nas escolas porque entendem que vale a pena estudar mais”, concluiu.

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