Diretor do FMI, acusado de abuso sexual, ficará detido sob custódia até a próxima sexta

A notícia nem é tão nova assim, mas tem coisas que não podem passar sem serem comentadas e noticiadas. Quero aproveitar este espaço para me referir ao diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn. O executivo, responsável pelo principal órgão financeiro mundial, pode ter dado uma bela escorregada, caso fique comprovado que ele abusou sexualmente de uma camareira de hotel. Em que mundo nós vivemos?

Incumbido de ditar as leis de empréstimo para países em todo o globo terrestre, utilizando-se de uma série de critérios que selecionam e, até mesmo rebaixam muitas nações – nós brasileiros sabemos bem o que é isso! – o chefe do Fundo estaria dando um verdadeiro exemplo de má conduta? E a sua moral para gerenciar, determinar regras e dizer o que pode e o que não pode ser feito? Sabemos que ainda não há nada comprovado, mas, caso confirmado, com que cara ele vai enfrentar a sociedade? Tem currículo que agüenta uma crise dessas?

Advogados do dirigente do FMI teriam oferecido pagar fiança de US$ 1 milhão para liberá-lo

Por enquanto, o só suspeito Strauss-Kahn ficará detido em uma cadeia de Rikers Island, em Nova Iorque, segundo informações fornecidas por autoridades carcerárias nesta segunda-feira (16/05). Até então, o acusado ficou preso em um centro de detenção perto do Tribunal Criminal de Manhattan.

A prisão na qual se hospedará Strauss-Kahn se localiza numa ilha, próximo ao aeroporto de LaGuardia. Anteriormente, uma juíza negou fiança para o diretor do FMI. Segundo agências internacionais, os advogados do executivo fizeram uma proposta na qual o cliente pagaria US$ 1 milhão para ser liberado.

A juíza que estuda o caso, Melissa Jackson, argumentou que a prisão deveria ser mantida porque havia “risco de fuga”. O dirigente do FMI deverá, portanto, permanecer sob custódia até a próxima sexta-feira (20/05), quando ocorrerá nova audiência.

Segundo argumentos da promotoria, há indícios de que Strauss-Kahn já teria se envolvido em, “pelo menos” um caso parecido no passado. Ainda de acordo com instruções da promotoria, por este motivo, uma investigação se faz necessária.

As autoridades jurídicas também disseram temer que ele fugisse para a França caso fosse solto, uma vez que a França não extradita cidadãos seus para os EUA. Caso ele viajasse para a França, não haveria mecanismos legais para garantir sua volta.

A pena máxima para as sete acusações apresentadas contra ele é de 74 anos e três meses de prisão.

O diretor do Fundo se defendeu diante do tribunal negando todas as acusações. A defesa insistiu na tese em que Strauss-Kahn não estaria no hotel na hora do suposto abuso, e afirmou que tem uma testemunha de que ele não “fugiu” do local.

Os advogados do francês – que era cotado para concorrer à Presidência de seu país em 2012 – também afirmaram que ele está cooperando com as investigações.

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