PT reforça a defesa de Palocci

O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), defendeu hoje (19/05) o ministro da Casa Civil, Antonio Palocci – atual alvo da oposição desde que o jornal Folha de S. Paulo divulgou reportagem sobre o crescimento exponencial de seu patrimônio nos últimos quatro anos. “As explicações dadas pelo ministro são perfeitamente aceitáveis para o governo e para a sociedade”, afirmou Costa.

O senador petista declarou que seu partido não tem nenhuma objeção à ida do ministro ao Congresso Nacional para dar explicações sobre os últimos acontecimentos. “Mas o nosso entendimento é que, até o presente momento, nada há que justifique o depoimento do Palocci”, afirmou Costa referindo-se à operação montada ontem (18/05) pelo Planalto para impedir que fossem aprovados requerimentos de convocação solicitando a prestação de esclarecimentos por parte do ministro.

“Foram várias questões levantadas, muitas verdadeiras, o ministro tinha uma empresa, que prestou consultoria e teve um faturamento. Isso é verdadeiro. No entanto, outras questões levantadas são ilações. A não ser que haja algo formal, não há motivos para convocar o ministro”, comentou ressaltando que a Procuradoria-Geral da República já está estudando o caso e que a oposição está fazendo a parte dela ao exigir respostas para as suas indagações.

Humberto Costa também foi indagado em relação à prática rotineira de políticos serem sócios em empresas de consultoria. Na opinião do líder do PT a legislação prevê impedimento de agentes públicos serem sócios de empresas somente nos casos de conflito de interesses. “A lei diz claramente que havendo riscos de relacionamento, da empresa com o poder público, é preciso se afastar”.

Depois de se envolver na polêmica quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa, Palocci está novamente no olho do furacão

Mas, ao contrário do que parece, o ministro Palocci ainda terá que dar muitas explicações, pois novas representações foram protocoladas na tarde desta quinta-feira. O PPS, através do seu líder na Câmara, o deputado federal Rubens Bueno, apresentou, pela segunda vez, à Procuradoria Geral da República, o pedido de investigação do ministro. O partido explicou que, em sua nova representação, há fato novo demonstrando a existência de indícios materiais de irregularidades em poder da Polícia Federal.

Por outro lado, o líder do DEM na Câmara, o deputado ACM Neto, fez coro por investigações em cinco comissões da Casa, que terão poder de checar informações, requerer dados e convidar pessoas, mas não poderão solicitar quebra de sigilo nem convocar testemunhas. Destas cinco comissões, duas são do partido de ACM Neto: a de Segurança Pública e a de Agricultura.

Na reportagem da Folha de S. Paulo, responsável por detonar a série de pedidos de investigação de Palocci, o jornal afirma que semanas antes de assumir a chefia da Casa Civil o ministro teria comprado um apartamento em São Paulo por R$ 6,6 milhões. A matéria da Folha publicou ainda que, um ano antes, ele havia adquirido um escritório na cidade por R$ 882 mil.

Com estes bens, o patrimônio de Palocci teria multiplicado em 20 vezes em apenas quatro anos. Ainda segundo a Folha, os dois imóveis foram comprados pela empresa Projeto Administração de Imóveis, da qual Palocci é dono.

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