Justiça militar recebe comunicação de flagrante da prisão dos bombeiros no Rio após mais de 48 horas

Passadas mais de 48 horas da prisão de 439 bombeiros na invasão ao quartel central da corporação no Rio de Janeiro, a juíza Ana Paula Monte Figueiredo Pena Barros, da Auditoria Militar, recebeu, finalmente, das mãos do subcorregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes, a comunicação do flagrante. O documento foi entregue no início da noite desta segunda-feira (06/06).

Bombeiros protestam em frente à Assembleia Legislativa do Rio / Imagem: Agência Estado

Ainda hoje, a Justiça deverá encaminhar o caso para o promotor Leonardo Souza para que o Ministério Público dê o seu parecer sobre a legalidade da prisão. Passado este procedimento, ficará a cargo da juíza decidir se mantém ou se revoga a prisão dos bombeiros. Se a detenção for mantida, a Corregedoria da corporação terá um prazo de 20 dias para finalizar o inquérito.

Em depoimento dado anteriormente, o promotor disse que “não observou nenhum indício de irregularidade” na detenção. Ele afirmou ainda que somente a Justiça terá o poder de revogar a prisão em flagrante. O promotor, que acompanhou todo o caso, declarou estar seguro de que os bombeiros “cometeram crimes militares”.

De acordo com a assessoria da Polícia Militar, o comunicado demorou para ser entregue devido ao número de pessoas envolvidas. A instituição explicou que para lavrar o flagrante, todos os detidos tiveram que ser identificados, qualificados e ouvidos.

Na tarde desta segunda, parlamentares fluminenses tiveram uma reunião a portas fechadas com os líderes do movimento em defesa dos bombeiros. O encontro teve por objetivo estabelecer parâmetros para que os deputados sirvam de intermediários nas negociações entre os manifestantes e o governo do estado.

No fim da reunião, o grupo de crise da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) divulgou nota de apoio aos bombeiros na qual defenderam a liberação imediata de todos os manifestantes presos e a retomada do diálogo entre os líderes do protesto e as autoridades estaduais.

Estiveram presentes no encontro, os deputados Marcelo Freixo e Djanira (ambos do PSol), Flavio Bolsonaro (PP), Clarissa Garotinho (PR) e Paulo Ramos e Wagner Montes (os dois do PDT).

O deputado Marcelo Freixo revelou que o grupo recebeu um relatório da Anac elaborado a partir de uma vistoria feita entre fevereiro e março de 2011 – que comprova que os bombeiros baseados no Aeroporto Santos Dumont estão trabalhando em situações precárias. Entre as principais observações feitas pelos técnicos encontra-se a não existência de equipamentos de proteção individual para todos os bombeiros que trabalham no local.

De acordo com os deputados, a partir de amanhã, eles irão tentar obstruir todas as votações de interesse do governo no plenário da Alerj. O intuito dos parlamentares é conseguir que os bombeiros presos sejam liberados e anistiados.

A deputada Djanira informou que o grupo conta com o apoio de pelo menos 33 deputados que, na semana passada, assinaram um manifesto de apoio às reivindicações dos bombeiros.

Depois de passarem a madrugada acampados em frente à Alerj, os cerca de 150 bombeiros, que continuam em protesto, informaram que abandonaram provisoriamente a pauta de reivindicações por aumento de salários da categoria. O grupo agora está mobilizado pela libertação dos 439 bombeiros que estão presos em Niterói.

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