Onde foi parar o dinheiro das chuvas que castigaram a região serrana do Rio?

A defesa do prefeito de Teresópolis, Jorge Mario Sedlacek, entrou hoje (03/08) com um mandado de segurança para anular a decisão da Câmara dos Vereadores – que determinava o seu afastamento do cargo por um prazo de 90 dias. Durante este período, Sedlacek receberá normalmente o seu salário. No entender da defesa do acusado, os vereadores não têm poder legal para afastar o prefeito.

Defesa do prefeito de Teresópolis entrou com madado de segurança para anular a decisão da Câmara dos Vereadores

Na manhã desta quarta-feira, a assessoria do prefeito se manifestou, por meio de nota oficial, ressaltando que “ao longo dos últimos meses, o prefeito Jorge Mario, que vem se dedicando ao trabalho de reconstrução da cidade que foi tragicamente atingida por chuvas que devastaram bairros em janeiro deste ano, está sofrendo uma forte oposição política que vem tentando inviabilizar o trabalho da administração local”.

A decisão dos 12 vereadores estabeleceu a abertura de uma “comissão processante”, encarregada de apurar as denúncias e decidir o destino do prefeito após os três meses. Provisoriamente, o vice, Roberto Pinto, assumirá o cargo.

Desde março, o prefeito de Teresópolis já era alvo de investigações de uma CPI – que apurava desvios de recursos destinados à reconstrução da cidade após as enchentes. Apesar disso, Sedlacek passou ileso, pois a Comissão Parlamentar chegou ao fim sem que se chegasse a alguma conclusão sobre o assunto.

Após uma série de reportagens publicadas pelo jornal O Globo no mês passado, a comissão foi reaberta. Entre as denúncias, o impresso carioca mostrou que a construtora RW recebeu recursos da prefeitura após ter vencido licitações para diversas obras na cidade, que supostamente nunca foram finalizadas ou apresentaram problemas técnicos.

Diante deste novo panorama e, objetivando ganhar o perdão judicial, o presidente da RW acessou o Ministério Público Federal para contar tudo o que sabia sobre as supostas irregularidades na administração pública do município serrano fluminense. De acordo com o dono da RW, na própria semana da tragédia, secretários municipais e empresários se reuniram em um gabinete da prefeitura, administrado pelo PT, para distribuir os contratos sem licitação e os recursos federais, que totalizaram R$ 7 milhões.

O proprietário da construtora também confessou que pagava propina a secretários municipais. Depois de passado o momento mais crítico das chuvas, o valor do suborno subiu de 10% para 50%.

Em meio a tantos desmandos, a Controladoria Geral da União (CGU) determinou o bloqueio da conta da Prefeitura de Teresópolis alimentada pela União. A CGU quer agora ser ressarcida por tudo o que investiu até o momento no município.

Ainda na nota divulgada nesta quarta-feira, a Prefeitura de Teresópolis afirma que os proprietários da empresa RW Construtora fizeram uma escritura declaratória, na última sexta-feira, na qual desmentem as acusações de fraudes em licitações municipais.

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