Mercados mundiais vivem dia tenso e Bovespa tem queda de 8,08%

A segunda-feira (08/08) foi negra para o mercado financeiro mundial. Só para se ter uma noção do momento complicado em que se encontra a economia global, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) – uma das mais respeitadas do planeta – fechou o dia com uma desvalorização de 8,08%.

A queda chegou bem perto da interrupção dos negócios, conhecida tecnicamente como circuit breaker. Se o Ibovespa – índice que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa – alcançasse perda de 10%, a interrupção seria imediata.

O recuo de hoje foi o pior e mais preocupante desde 22 de outubro de 2008 (-10,18%) – no auge da última grande crise mundial. Esta foi a última ocorrência de circuit breaker até o momento.

Mas para quem pensa que o fechamento do Ibovespa foi o momento mais tenso do dia, houve coisa pior. Num instante de maior instabilidade, o índice chegou a 9,73%. Além dos fatos mais recentes, o que tem preocupado constantemente o mercado financeiro é a excessiva perda acumulada do Ibovespa em 2011 (29,78%).

No momento mais tenso do dia a queda do Ibovespa chegou a registrar 9,73%, se aproximando do estágio de "circuit breaker" / Fonte da imagem: Agência Estado

Se for considerado somente o mês de agosto deste ano, a queda do índice marcou 17,26%. Para piorar o cenário e acabar de vez com qualquer tipo de otimismo do mercado financeiro nacional, nenhuma ação pertencente ao Ibovespa fechou em alta.

Em Nova Iorque, o Dow Jones encerrou os trabalhos com desvalorização de 5,55%, na mínima do dia. Por sua vez o Nasdaq apresentou uma queda de 6,90% e o S&P teve oscilação negativa de 6,66%.

Preocupados com o rebaixamento dos títulos de longo prazo da dívida dos Estados Unidos, muitos investidores venderam ações e buscaram ativos que consideraram mais seguros em tempos de aversão ao risco – como o euro.

Para completar o quadro de pessimismo nos mais variados mercados globais, tendo em vista o crescimento da demanda, o juro dos papéis de 10 anos da dívida dos EUA chegou à mínima de 2,325%. Este é o nível mais baixo desde janeiro de 2009. O percentual alcançado hoje ficou apenas um pouco acima da mínima recorde de dezembro de 2008 (2,034%), registrada após o colapso do Lehman Brothers.

O dólar, usado como medida de segurança pelos investidores, recuperou o fôlego e teve alta de 1,64%, atingindo R$ 1,61. Este é o maior patamar da moeda norte-americana desde 26 de maio deste ano.

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