Ministério do Turismo é novo alvo de denúncias

Nesta terça-feira (09/08) a Polícia Federal realizou operação na qual prendeu 38 pessoas ligadas ao Ministério do Turismo. O PMDB, partido que comanda a pasta através do ministro Pedro Novais, se defendeu das acusações dizendo que as irregularidades no órgão aconteciam antes da atual administração.

O ministro Pedro Novais, afilhado político de José Sarney, conversou hoje, por telefone, com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, e afirmou que pretende esclarecer tudo. Ainda hoje, Novais deve se reunir com a presidente Dilma para prestar esclarecimentos sobre a crise em seu Ministério.

De acordo com o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (RN), seu colega de partido deve permanecer na pasta, pois, em seu entender, Novais não deve ser envolvido em nenhuma das possíveis irregularidades. O líder peemedebista foi ainda mais longe e defendeu os companheiros de legenda presos na operação da PF, já que, segundo o deputado, todos chegaram ao Ministério somente neste ano.

“O PMDB não tem nada a ver com isso, esse convênio foi assinado em 2009. O último pagamento foi feito em abril (2011), após autorizado por um parecer técnico. Então, não entendo porque a determinação de prisão. A PF cumpre determinação da Justiça. Abuso houve na ordem judicial, não se conhece ainda as razões e os questionamentos do Ministério Publico e da Justiça”, declarou Henrique Eduardo Alves.

Segundo o líder do PMDB, Pedro Novais permanecerá no cargo. “Lógico que fica, vai sair por que? O que o Pedro Novais tem a ver com isso? Se houve algum procedimento irregular, foi em Macapá, onde o recurso pode não ter sido repassado corretamente para a atividade fim que deveria”, reforçou o deputado.

Na opinião do presidente interino do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), os últimos episódios envolvendo ministérios chefiados por pessoas de seu partido não devem desestabilizar a identidade peemedebista. Raupp também contemporizou a prisão do secretário-executivo do Turismo, Frederico Costa, indicado para o cargo pelo atual ministro Pedro Novais.

Para Valdir Raupp os problemas são anteriores a atual gestão do Ministério do Turismo. O argumento do presidente da legenda de Pedro Novais leva em conta o fato de o convênio, que deu início às investigações na pasta, ter sido assinado em 2009, quando o PMDB ainda não estava à frente do Ministério. Raupp acrescentou que não acha justo que todo o partido tenha sua imagem arranhada pelo erro de uma minoria.

“O secretário executivo pode até ter sido indicado pelo ministro Pedro Novais, mas cada um tem o seu CPF. O PMDB é uma instituição gigantesca e não é porque houve problema com uma ou duas pessoas do partido que vamos ficar todos comprometidos”, destacou.

O presidente interino do principal partido da base aliada do governo disse ainda que os problemas são inerentes a qualquer legenda política e citou o próprio PT como exemplo.

“Todo partido tem problema. O PT mesmo teve problema com 40 no governo passado e está hoje forte, com a presidente da República. Nesse episódio não tem só gente do PMDB, até porque o problema que deu início a essa operação é de 2009”, complementou.

Ministério da Agricultura também está na mira de investigações por corrupção

O Ministério do Turismo, comandado pelo PMDB, é o segundo, em oito meses do governo Dilma, a responder por denúncias de corrupção. No Ministério da Agricultura, há suspeitas de pagamento de propina para sanar uma dívida da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) – estatal subordinada à pasta – dentre outras questões suspeitas.

De acordo com reportagem da revista Veja, Milton Ortolan, número dois da Agricultura, fazia negócios com o lobista Júlio Fróes. Mesmo não sendo funcionário do Ministério, Fróes teria tido livre acesso às dependências do órgão onde, segundo a revista, teria uma sala, com um computador e uma secretária. Fróes também é acusado de ter pago propina a alguns servidores. No mesmo dia em que a revista entrou em circulação, Ortolan foi afastado do cargo.

O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, fez menção à prisão de Frederico Costa, e aproveitou a oportunidade para fazer uma comparação com a saída do secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Milton Ortolan.

“Se eu fosse o número dois de qualquer ministério eu estaria preocupado, porque o que está caindo de número dois! Temos preocupação porque é um turbilhão de denúncias. Começou no Transportes, teve na Agricultura e agora o Turismo. Mas não podemos permitir que isso paralise o governo e o país”, advertiu Maia.

O presidente da Câmara disse ainda: “A situação de fato é grave. O que temos assistido nos últimos meses deixa todos preocupados, mas é preciso trazer à tona e que os órgãos de fiscalização atuem. Nossa expectativa é a de punição dos culpados e absolvição dos que não têm culpa”, acrescentou o presidente da Câmara.

Com informações do jornal O Globo

Anúncios
Esse post foi publicado em Textos do BH. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s