PR anuncia que vai sair da base aliada do governo Dilma

De acordo com informações divulgadas hoje (16/08) pelo Portal Terra, o Partido da República (PR) deve entregar, em breve, todos os seus cargos na base aliada do governo Dilma Rousseff. O anúncio foi dado pelo presidente da legenda, Alfredo Nascimento. Apesar da decisão, o Ministério dos Transportes, pelo qual Paulo Sérgio Passos é o atual responsável, não estaria incluído nesta ‘faxina’ proposta pelo partido. Paulo Sérgio está filiado ao PR desde 2006, mas não faz parte da cota dos republicanos no primeiro escalão do governo federal.

Com o realinhamento do partido, políticos como o irmão do senador Magno Malta (PR-ES), Márcio Malta – que ocupa o posto de assessor parlamentar no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) – e o superintendente da autarquia em Minas, Sebastião Donizete de Souza, devem figurar entre os possíveis demissionários.

Em discurso no Plenário do Senado, Alfredo Nascimento falou em “decisão soberana” das bancadas. Na realidade, o que se sabe é que muitos senadores como Vicentinho Alves, Magno Malta, Clésio Andrade e Antonio Russo vem tentando demover o presidente do partido e Blairo Maggi (PR-MT) da ideia de se dissociar da base aliada. Por outro lado, na Câmara dos Deputados, o cenário é oposto. De acordo com informações do líder da legenda na Casa, Lincoln Portela (PR-MG), pelo menos 90% dos parlamentares desejam sair do bloco governista.

Fato é que há duas semanas, a bancada do PR no Senado formalizou o desligamento da legenda da base de sustentação do governo na Casa. No início do dia de hoje, Portela chegou a anunciar na Câmara a saída do partido do bloco aliado no Congresso Nacional. Perguntado se a sigla pretende fazer coro com a oposição do governo Dilma, Lincoln Portela negou. Para ele, o desligamento não impede um apoio moderado.

A decisão da direção do PR ocorreu num momento em que o partido perdeu posições de controle no Ministério dos Transportes. A pasta vem sendo alvo de investigações devido a denúncias de superfaturamento de obras e de recebimento de propinas de empreiteiras. Segundo o presidente Nascimento a nova opção do PR não seria fruto de um possível sentimento de revanche. Há quem pense justamente o contrário…

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