Vamos falar de sexo?

Que sexo é bom, todo mundo sabe. Mas o que muitos não sabem é que a atividade sexual muitas vezes ajuda a prevenir doenças cardíacas e melhora o humor. Para completar a lista de benefícios oriundos da cópula, fazer sexo também ajuda a renovar o aspecto físico, principalmente no que diz respeito à pele. Outra constatação interessante, mencionada pelo clínico e cardiologista, Sergio Timerman, em sua coluna de agosto na Revista Alfa, dá conta de que transar equivale ainda a uma atividade física programada. O melhor nisso tudo é que este é um tipo de exercício que não dá preguiça. Quanto mais, melhor!

De acordo com uma pesquisa do New England Research Institute, os homens – na faixa etária dos 40 aos 70 anos – que praticam sexo duas vezes na semana diminuem em 50% a chance de sofrer um ataque cardíaco. O levantamento acompanhou os pacientes durante o período de 16 anos.

Um estudo mais recente, citado por Timerman, no texto Faça do sexo o seu exercício, comprova que os homens que chegam ao orgasmo três ou mais vezes por semana possuem bem menos riscos de ter um ataque do coração. Apesar disso, o cardiologista lembra que, mesmo diante dos resultados obtidos, os pesquisadores ainda não sabem apontar com exatidão os fatores que levam a tal conclusão.

O sexo caracteriza-se por ser uma atividade aeróbica e anaeróbica, pois é capaz de queimar cerca de 100 calorias por relação e, simultaneamente, desenvolver os músculos. Soma-se a isso o fato de a excitação sexual ser responsável pela liberação de endorfina – assim como qualquer tipo de atividade física. Não é à toa que, uma boa transa costuma trazer como recompensas principais o bem-estar e a melhora do humor.

Se você ainda não se convenceu de que o sexo deve sim ser encarado como uma importante forma de botar o corpo para funcionar (da melhor maneira, diga-se de passagem), sempre vale a pena ressaltar que, a atividade sexual não é boa somente para o corpo, mas faz um grande bem à mente. Além disso, está mais do que provado que o sexo reduz a produção do cortisol, conhecido como o hormônio do estresse.

Segundo o médico Sergio Timerman, nem mesmo uma complicação cardíaca pode servir de motivo para abreviar a vida sexual. Ele explica que o infarto, ao contrário do que muitos pensam, não decreta o sepultamento da libido. Em sua opinião, o sexo serve até como uma espécie de terapia que auxilia na reabilitação da engrenagem do corpo humano.

Sentir-se ansioso após uma complicação cardíaca é mais que normal. Para evitar qualquer tipo de desconforto na hora H, as dicas do cardiologista são as seguintes: evitar transar após uma refeição pesada ou após consumir álcool em excesso. Timerman afirma ainda que, para facilitar a obtenção do prazer, é importante que o homem encontre uma posição confortável e peça à sua parceira para assumir um papel mais ativo. Recobrar a confiança é questão de tempo.

O doutor Timerman afirma que o sexo precisa ser um ato corriqueiro em nossas vidas, pois, sua ausência, pode resultar em grandes danos à saúde em qualquer idade. “Quem reprime o desejo pode ter doenças psicossomáticas. Alguns estudos chegam a relacionar sexo regular com a prevenção de certos tipos de câncer, alegando, por exemplo, que o estímulo manual nos seios femininos impulsiona a produção de um hormônio que ajuda a prevenir o câncer de mama”, exemplificou.

Depois de tantos argumentos, alguém ainda duvida do bem que um simples ato sexual é capaz de fazer ao corpo e à mente das pessoas? So, make love, not war.

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