Eike mira nos aeroportos

O empresário Eike Batista declarou hoje (23/08) que irá participar dos leilões de concessão dos aeroportos. A privatização deve sair até o fim do ano, segundo o governo. O governo pretende entregar à iniciativa privada os aeroportos de Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF). Apesar de demonstrar interesse, Eike não disse em qual dos três deve investir. “No mínimo eu vou provocar os outros a pagarem mais”, afirmou em encontro com empresários promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais do Rio (Lide-Rio).

Eike explicou que sua ideia é se associar a empresas estrangeiras e não a grupos brasileiros. O empresário deixou escapar que uma nova empresa pode ser criada para explorar o setor aeroportuário. “É uma oportunidade de negócios grande, principalmente no Brasil, que tem um tráfego grande”, declarou.

Ontem (22/08), foi realizada a primeira concessão no setor. O grupo formado pela Engevix e pela argentina Corporación América levou a concessão do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.

Indústria automobilística deverá perder espaço para óleo e gás no Porto do Açu

Segundo informações recentes do mercado, a indústria automobilística deverá perder terreno para a de óleo e gás no Complexo Industrial do Porto do Açu, que está sendo construído pela LLX no norte fluminense. Eike Batista, dono do grupo EBX, que possui dentre outras empresas a LLX, afirmou que a indústria automobilística “ficou pequena” para o Porto do Açu, tendo em vista a grande procura de empreendedores do setor de óleo e gás, interessados em se estabelecer na região.

“Grandes empresas que vão ter de fornecer equipamentos de contratos já ganhos estão procurando lugar para fazer uma indústria”, comentou. “Temos como âncora o nosso próprio estaleiro, que é um grande demandador”, afirmou em referência ao estaleiro que a OSX, empresa de construção naval e offshore do grupo vai erguer no local.

Eike Batista disse ainda que, as indústrias que fincarem raízes no local também poderão atender, de forma competitiva, estaleiros baseados em outras áreas do País. “Os outros estaleiros podem receber as peças por navio. É uma vantagem imensa usar a cabotagem para entregar”, argumentou o empresário.

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