Bancários retomam atividades em diversas cidades brasileiras

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro, anunciou que os bancários de diversas cidades do País, especialmente do interior de São Paulo, estão retomando suas atividades. O fim da greve, que completou 21 dias nesta segunda-feira, só foi possível graças a um acordo entre os sindicatos dos bancários de todo Brasil e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). A Contraf intermediou as negociações sugerindo que a proposta feita na última sexta-feira (14/10) pela Fenaban fosse aceita pela categoria.

Carlos Cordeiro classificou o acordo selado com a Fenaban como “uma vitória”. Para o presidente da Contraf este avanço “reforçará as reivindicações de outras classes de trabalhadores, que vão discutir daqui para a frente seus acordos coletivos anuais”.

Na proposta da Fenaban ficou estabelecido que haverá um reajuste de 9% sobre os salários  e de 12% sobre o piso da categoria, válido a partir de 1º de setembro. Antes do acordo, o valor do piso era de R$ 1.250,00. Agora, será de R$ 1.400,00. Além das medidas emergenciais, também ficou definido que os bancários receberão da instituição na qual trabalham até 2,2 salários por ano, equivalente à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Levando em conta o que foi determinado com o acordo, a categoria obteve 1,5% de aumento real. Já para o piso da categoria, o aumento real foi de 4,3%. Ainda segundo a proposta que estabeleceu a volta da classe às atividades ficou decidido que os bancários irão repor o tempo de paralisação até o dia 15 de dezembro, afastando assim a possibilidade de desconto para os dias parados.

“Houve ganho político muito relevante, uma vez que o discurso do governo é de que aprovar reajustes acima da inflação e dar ganhos reais, realimentaria a inflação”, disse Cordeiro.

A paz – ainda que temporária – entre sindicatos e Federação, serviu ainda para gerar resultados positivos no que se refere, por exemplo, à segurança dos trabalhadores. Dentre as muitas medidas tomadas, foi estipulado que os bancários não vão mais trabalhar no transporte de valores, o que “porá fim à violência que muitos sofrem, principalmente no interior, com a ocorrência inclusive de casos de mortes”, analisa Cordeiro.

Ele cita ainda a proibição da divulgação pelos bancos de ranking sobre o desempenho individual de bancários, prática que, segundo o sindicalista, provocava constrangimentos no local de trabalho.

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