Aeroportuários entram em greve a partir de quinta

Os funcionários dos aeroportos de Guaralhos (SP), Campinas (SP) e Brasília decidiram que farão uma paralisação de 48 horas, a partir das 0h de quinta-feira (20/10). A pequena greve dos aeroportuários será uma forma de protesto contra o processo de privatização dos terminais.

De acordo com o diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (SINA), Marcelo Tavares, a greve trará muito prejuízo aos passageiros, pois o Sindicato conta com uma adesão de 90% dos trabalhadores dos três aeroportos.

Calcula-se que cerca de 3 mil funcionários irão cruzar os braços durante o período de paralisação / Imagem de Alexandre Battibulgi - do Portal Exame.com

“Infelizmente, os usuários dos aeroportos vão sofrer com atrasos. Apenas os trabalhadores em cargo de confiança não deverão participar da greve”, declarou o diretor.

Estima-se que aproximadamente 3 mil funcionários irão aderir à paralisação.  Setores como o de operações, administração e terminais de carga deverão ser os mais prejudicados pela greve.

Apesar de, inicialmente, a paralisação dos aeroportuários da Infraero se restringir a três aeroportos, há a possibilidade do protesto se expandir para outros grandes centros, impactando ainda mais o fluxo de passageiros. A informação é da assessoria de imprensa do SINA, que afirma que existe “muita disposição por parte dos trabalhadores” em contestar a concessão dos terminais para a iniciativa privada.

O presidente do Sindicato, Francisco Lemos, deu a entender que a greve, provavelmente, causará transtornos para a fiscalização de pátio e o controle de tráfego aéreo – dificultando, ou até mesmo impossibilitando, pousos e decolagens. Lemos se coloca radicalmente contra o pretexto de que a venda dos aeroportos significará a modernização dos terminais.

“Não é vendendo o patrimônio público para a iniciativa privada que vamos agilizar a modernização dos aeroportos”, comentou o presidente do SINA, que disse ainda: “O controle da malha aérea brasileira tem de ficar sob controle do Estado Nacional, por se tratar de uma questão de segurança e soberania. A Infraero precisa continuar no controle dos aeroportos”, acrescentou.

Para ministro, greve “não se justifica”

Na opinião do ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, a greve dos aeroportuários de Guarulhos, Viracopos e Brasília “não se justifica”, já que o processo de privatização dos aeroportos tem sido amplamente discutido junto aos representantes dos funcionários da Infraero.

“É uma questão sensível, mas acreditamos na responsabilidade dos funcionários. Temos participado de reuniões desde o início, formando mesas de diálogo com eles, e mostrado que ninguém será prejudicado”, argumentou o ministro.

Bittencourt aproveitou a ocasião para reforçar que nenhum trabalhador será prejudicado pela intervenção da iniciativa privada e lembrou ainda que os funcionários poderão escolher entre ir para a companhia de gestão dos aeroportos que será criada ou permanecer na Infraero.

Procurando minimizar o impacto da greve nos três aeroportos, as autoridades responsáveis anunciaram que irão remanejar os servidores.

Após ser procurada pelo Portal Exame.com, a Infraero deu garantias de que os aeroportos “funcionarão com normalidade”, tanto na quinta quanto na sexta-feira (21/10), dias para os quais a paralisação está programada.

 

Com informações da Agência Brasil, do Último Segundo, do Correio do Estado e do Portal Exame.com

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