Agora é a vez dos médicos protestarem…

Depois da greve dos Correios, da paralisação dos aeroportuários e da greve dos bancários, chegou a vez dos médicos da rede pública de todo Brasil mostrarem sua insatisfação com a falta de apoio das autoridades competentes. Por meio de um movimento composto por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Federação Nacional dos Médicos (Fenam), a classe se manifestou e anunciou para amanhã (25/10) a interrupção dos serviços em vários estados do País.

O objetivo dos médicos com esta paralisação é mostrar que não estão satisfeitos com a atual situação da saúde pública no Brasil. A ideia é chamar a atenção dos órgãos responsáveis e da população em geral para as péssimas condições de trabalho que a categoria dispõe para poder atender um público tão volumoso. Segundo os membros do movimento, além da falta de aparelhos e instrumentos básicos, por exemplo, a baixa remuneração é outro aspecto citado pelos médicos para justificar a baixa qualidade de atendimento nos hospitais do governo.

A suspensão dos serviços já está confirmada em 12 estados: Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Maranhão e Sergipe. Outros quatro estados (Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo) afirmaram que se juntarão aos demais através de manifestações públicas. Em algumas regiões, estão programadas paralisações localizadas (um hospital, um centro de saúde e um ambulatório).

Apesar de toda a mobilização e da suspensão dos chamados atendimentos eletivos – tais como consultas, exames, cirurgias e outros procedimentos – o trabalho nas unidades de urgência e emergência será mantido. No início do mês, o Conselho Federal de Medicina determinou aos Conselhos Regionais (CRMs) o envio de correspondências aos gestores públicos – secretários de saúde e diretores técnicos e clínicos de estabelecimentos de saúde – com um aviso sobre a manifestação.

A suspensão dos serviços já está confirmada em 12 estados. Outros quatro, dentre eles Rio e São Paulo, deverão realizar manifestações públicas

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