Pesquisa comprova oscilações no QI dos adolescentes

Para muitos, a suspeita já existia. Para outros era mito. Entretanto, em meio às dúvidas, surgiu uma certeza: a adolescência pode sim acarretar mudanças no cérebro. A afirmação veio de um estudo recentemente divulgado nos Estados Unidos.

Utilizando diversas formas de avaliação, pesquisadores concluíram que o quociente intelectual (QI) pode aumentar ou baixar entre os 13 e os 18 anos. Ainda de acordo com o estudo, a estrutura do cérebro demonstra claramente esta elevação ou redução.

Com os resultados da pesquisa, os cientistas puderam chegar à primeira evidência direta de que a inteligência pode oscilar após a infância.

Apesar de ainda serem muito contestados por boa parte da comunidade científica como indicador de sabedoria, os resultados dos testes de QI podem sim, segundo alguns especialistas, medir a capacidade de prever e desempenhar determinadas tarefas. Além disso, há quem acredite que, até mesmo, futuras realizações acadêmicas e a forma de se desenvolver e executar certas atividades no trabalho podem ser analisadas através dos tradicionais testes de QI.

Com os resultados da pesquisa, os cientistas puderam chegar à primeira evidência direta de que a inteligência pode oscilar após a infância

Por muito tempo os estudos destinados a investigar as modificações no cérebro e as alternâncias de QI pouco acrescentaram. A comunidade científica acreditava, portanto, que as avaliações permaneciam relativamente estáveis ao longo da vida e os escassos trabalhos que se dedicaram a provar alguma variação do QI não excluíram erros ou divergências nas medições quando se testou o ambiente como a causa.

Com a pesquisa da neurocientista Cathy Price, do University College London, e do auxílio de sua equipe, foi possível perceber que ainda há muito a ser investigado neste campo de estudo. Mas os ingleses já deram o primeiro passo.

O estudo avaliou, em 2004, 33 jovens – 19 meninos e 14 meninas – que, na época, tinham entre 12 e 16 anos. O mesmo teste foi repetido em 2008, quando tinham 15 e 19 anos respectivamente.

Durante a pesquisa, os adolescentes realizaram testes de QI que analisavam capacidades verbais e não verbais. Em seguida, utilizando a ressonância magnética, a equipe da doutora Cathy escaneou os cérebros dos adolescentes enquanto desenvolviam tarefas verbais, como ler e dar nomes a objetos; e tarefas não verbais, como solucionar quebra-cabeças. O objetivo era comparar as avaliações com uma imagem da estrutura e atividade do cérebro todas as vezes.

Os testes revelaram mudanças bastante significativas. A principal delas mostrou que, entre o primeiro e o segundo teste, por exemplo, as avaliações verbais e não verbais do QI subiram ou caíram até 20 pontos, considerando uma escala cuja média era 100.

Anúncios
Esse post foi publicado em Textos do BH. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s