Quase 15% das matrículas no ensino superior são destinadas à educação à distância

Educação à distância, concentra 426 mil matrículas de licenciatura, 268 mil de bacharelado e 235 mil de tecnológicos / Imagem extraída do site da Folha Dirigida

Apesar de relativamente nova para muitos brasileiros, a educação à distância (EAD) está, aos poucos, se fazendo presente nas instituições de ensino superior de todo o País. Para se ter uma ideia, a metodologia EAD já responde por 14,6% das matrículas de graduação.

A estatística foi divulgada nesta segunda-feira (07/11), quando o Ministério da Educação (MEC) anunciou os resultados do Censo da Educação Superior de 2010. O número de estudantes em busca do diploma chegou a 6.379.299 alunos em 2.377 instituições de ensino superior, que oferecem um total de 29.507 cursos.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou que o crescimento da educação à distância só não é maior porque o governo adotou uma política de cautela para que a expansão não ocorra de maneira descontrolada, ocasionando um inevitável prejuízo da qualidade. “Na década de 1990 nós tivemos um crescimento [na educação presencial] que não estava bem administrado e nós não queremos que o mesmo aconteça com a EAD. O que queremos é um crescimento sustentável”.

Tendo em vista toda essa precaução por parte do governo federal, Haddad admite que o Brasil ainda se encontra em posição inferior a outros países que já praticam esta modalidade a mais tempo e já fizeram do EAD um estilo natural de estudo. Em algumas nações, a educação à distância responde por mais da metade das matrículas, tamanha é a confiança que os cursos locais inspiram.

Ainda de acordo com dados do Censo da Educação Superior, as matrículas continuam concentradas nas instituições privadas (74%). Apesar disso, a pesquisa também verificou que houve um aumento de 12% no número de alunos das escolas públicas. Se consideradas apenas as instituições públicas de ensino superior, as municipais respondem por 1,6% do total das matrículas; as estaduais, por 9,4%; e as federais, por 14,7%.

Segundo Haddad o número de formandos em 2010 (973 mil) mais que dobrou em relação ao ano de 2001. Outro crescimento verificado diz respeito às universidades federais. Os formandos subiram de 143 mil para 302 mil no mesmo período.

Mesmo demonstrando uma considerável recuperação no ranking nacional do ensino superior entre os anos de 2001 e 2010, as regiões Norte e Nordeste ainda precisam crescer no tocante ao número de estudantes na educação superior. No Sudeste, por exemplo, são feitas 48,7% das matrículas. O Sul fica com 16,9% e o Centro-Oeste com 9,1%. O Norte e o Nordeste respondem por 6,5% e 19,3% das matrículas, respectivamente. Em 2001, representavam 4,7% e 15,2% do total.

Se tomados por base apenas os cursos presenciais, 3,9 milhões de matrículas estão no bacharelado, 928 mil nas licenciaturas e 545 mil na modalidade tecnológica, de menor duração. Por sua vez, a educação à distância, concentra 426 mil matrículas de licenciatura, 268 mil de bacharelado e 235 mil de tecnológicos.

Com informações da Agência Brasil

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