Valor calórico: quem se importa?

Já dizia uma velha música do cancioneiro nacional: “Comer, comer/ Comer, comer/ É o melhor para poder crescer”. Seguindo esta idéia, nenhuma anomalia. Se alimentar, faz bem para corpo e para a saúde. Mas, e se essa alimentação é inadequada e extrapola os limites nutricionais? Neste caso, a consequência é mais que conhecida: obesidade, complicações cardiovasculares e por aí vai. E você, costuma dar aquela passada de olhos pelo valor calórico de cada prato antes de escolher o que vai pedir de almoço, lanche ou janta?

Segundo um estudo, que avaliou 269 pratos de 42 lanchonetes e restaurantes, todo este cuidado pode não ser suficiente. Isso porque, a realidade pode ser mais cruel com a balança nossa de cada dia do que se imagina. O levantamento concluiu que, em média, as comidas têm até 100 calorias a mais do que é usualmente indicado no cardápio. Parece pouco? Nem tanto se você trabalha fora de segunda a sexta. Este cálculo nos leva a impressionante marca de 3,5 quilos ganhos, de bandeja, por ano. Isso, sem fazer muito esforço.

O que mais impressionou durante a pesquisa foi que a diferença nutricional entre o que é indicado e o que de fato cada prato contém, é maior entre as refeições consideradas light (com 625 calorias ou menos). “Os cozinheiros acabam exagerando na quantidade de comida, justamente porque os pratos leves parecem menores”, diz Susan Roberts, doutora em nutrição humana e responsável pelo estudo, que foi realizado pela Universidade de Tufts (EUA).

Por outro lado, para quem costuma comer bastante e não está nem aí para toda esta problemática, a pesquisa trouxe uma notícia menos assustadora e, dependendo do ponto de vista, animadora. Os pratos que se situam acima das 625 calorias, limite para o grupo light, têm valor energético inferior ao que é indicado no menu – em média, 10 calorias a menos.

O Congresso brasileiro está analisando um projeto de lei que determina que todos os restaurantes do País deverão divulgar no cardápio o número de calorias de cada prato ofertado – como acontece em Nova Iorque desde 2008. Mas talvez não adiante muito: um estudo com 15 mil nova-iorquinos concluiu que apenas 1 em cada 7 pessoas presta atenção às calorias no menu.

Com informações do site da revista Super Interessante

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