Estudo mostra que quase metade dos brasileiros trabalha até onze horas por dia

Estaríamos voltando aos Tempos Modernos, muito bem retratados por Chaplin?

Uma recente pesquisa de nível internacional, mencionada no site da revista Época Negócios provou que 43% dos profissionais brasileiros trabalham entre nove e onze horas por dia. No restante do mundo, este percentual cai para 38%. O estudo, desenvolvido pela companhia inglesa Regus, deixou claro que o tradicional horário comercial (das 09h às 18h) – ao qual nos habituamos a seguir ao longo de décadas, especialmente no Brasil – não fará parte da cultura corporativa dentro de um futuro próximo.

Prova do que está sendo dito, é que o levantamento concluiu que mais da metade dos profissionais do País trabalham além das oito horas por dia e mais de 40% costumam levar trabalho para concluir em casa.

Outro dado curioso e, até certo ponto preocupante, igualmente revelado pela pesquisa da Regus, apontou que 17% dos profissionais no Brasil e 10% em outros países labutam mais de onze horas por dia regularmente.

Além do que já foi dito, o estudo indicou que cerca de 46% dos brasileiros que estão empregados levam trabalho para finalizar em seus respectivos lares mais de três vezes por semana. No resto do mundo, este percentual cai para 43%. Os profissionais do sexo masculino no país (20%) têm quatro vezes mais chances de trabalharem 11 horas diárias do que as mulheres (4%).

“As mulheres parecem estar menos propensas a trabalharem mais horas por dia, provavelmente porque há mais chances de trabalharem meio período. Por outro lado, colaboradoras de pequenas empresas geralmente trabalham mais horas por dia do que funcionárias de grandes corporações”, explica Guilherme Ribeiro, diretor geral da Regus no Brasil.

Segundo os entrevistados, a pressão por resultados seria a principal responsável pelo aumento na carga horária de trabalho nos últimos anos. O movimento, segundo o estudo, seria reflexo da lenta recuperação da economia nos países desenvolvidos e, ao mesmo tempo, do rápido crescimento dos países emergentes.

Vale destacar que, do ponto de vista dos profissionais remotos, em escala mundial, eles estão mais propensos a trabalharem 11 horas por dia (14%) do que os funcionários padrões que desenvolvem seus afazeres em escritórios fixos (6%). A pesquisa também deixou claro que os remotos levam tarefas para casa com maior frequência (59%) que os profissionais que possuem um ponto fixo de trabalho (26%).

“O estudo mostra que existe uma indefinição entre os limites do trabalho e a vida pessoal, em casa”, afirma Ribeiro. “No Brasil, onde o problema do estresse relacionado à pressão por resultados está crescendo, os efeitos a longo prazo disso podem prejudicar tanto a saúde do profissional como sua produtividade, já que os próprios funcionários exigem demais de si mesmos e ficam frustrados, depressivos e até mesmo fisicamente doentes”.

Foram ouvidos no estudo 12.000 profissionais em 85 países.

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