Religião: a empresa da fé?

A despeito da crença nossa de cada dia, o que temos abaixo são fatos. Tire você, leitor, suas próprias conclusões.

Leia abaixo, dois textos interessantes que rodaram na mídia eletrônica e imprensa – um diretamente relacionado com o outro – que podem ajudar na compreensão dos acontecimentos. No link da Folha de S. Paulo, abaixo da reportagem aqui destacada, mais alguns dados, no mínimo, complementares, em LEIA MAIS.

1º texto – 24/11/2011

Record usa telejornal para atacar Folha e repercutir demissões na publicação

A briga entre a TV Record e o jornal Folha de S.Paulo ganhou mais um capítulo. Na edição da última quarta-feira (23) do “Jornal da Record”, uma reportagem de dois minutos repercute a “crise” que o jornal paulistano enfrenta, com sucessivas demissões e queda na circulação.

Segundo a matéria, há uma década o jornal “vem caindo gradativamente em números de circulação”. Em 2002, eram 350 mil exemplares diários e, em 2010, os números somavam 295 mil exemplares, segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC). De acordo com o noticiário, as “quedas acarretaram em dificuldades financeiras que obrigaram a empresa a demitir profissionais da redação”.

Desde o início do ano até outubro foram 58 demissões de funcionários e, recentemente, a empresa anunciou mais 40 demissões, contingente que representa 10% da redação, “sem nenhuma negociação com o sindicato”, aponta o “Jornal da Record”.

Na matéria, o repórter Ogg Ibrahim afirma que a “crise compromete a credibilidade e a qualidade da informação do jornal”. Consultado pela equipe da TV Record, o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, Luís Augusto Camargo, o Guto, disse que o leitor nota a “crise refletida na qualidade”. “O que o leitor percebe? Ele não sabe quantas pessoas estão trabalhando lá, mas percebe o resultado; se a qualidade do jornal melhorou ou piorou”. Segundo o sindicato, a Folha é o terceiro jornal que mais demite, hoje, no país.

Record e Folha de S.Paulo travam um embate público desde a veiculação de reportagens pelo jornal, que ‘atacou’ a Igreja Universal, proprietária da emissora, com reportagens investigativas. A jornalista Elvira Lobato recebeu o prêmio Esso, em 2008, pela matéria “A Universal chega aos 30 anos com império empresarial”, que denunciou o enriquecimento dos membros da rede. Elvira integra o quadro de profissionais da Folha demitidos nos últimos dias.

FONTE: Portal Imprensa

 2º Texto – 15/12/2007

Igreja Universal completa 30 anos com império empresarial

O império erguido pela Igreja Universal do Reino de Deus, que completou 30 anos em julho deste ano, vai além das 23 emissoras de TV e 40 de rádio. Reportagem publicada neste sábado na Folha (íntegra somente para assinantes do jornal e UOL) traz levantamento de outras 19 empresas registradas em nome de 32 membros da igreja, na maioria bispos.

Entre as empresas reveladas pelo levantamento da reportagem estão dois jornais diários –“Hoje em Dia”, de Belo Horizonte, e “Correio do Povo”, de Porto Alegre–, as gráficas Ediminas e Universal, quatro empresas de participações (que são acionistas de outras empresas), uma agência de turismo, uma imobiliária, uma empresa de seguro saúde.

Segundo a reportagem, a Igreja Universal também tem sua própria empresa de táxi aéreo, a Alliance Jet, de Sorocaba (SP), que fatura cerca de R$ 500 mil mensais e tem três aviões, um deles adquirido por US$ 28 milhões, neste ano. A empresa está em nome de Adilson Higino da Silva, bispo auxiliar de São Paulo.

Se um bispo se envolve em escândalos –caso de parlamentares– ou entra em atrito com a igreja, as ações mudam de mãos, segundo a reportagem da Folha.

Foi o que aconteceu com o ex-bispo e ex-deputado federal Wanderval Santos (que pertencia ao PL de São Paulo), denunciado pelo Ministério Público por envolvimento com a máfia das sanguessugas. Depois que o escândalo veio à tona, ele deixou a igreja e vendeu as ações que possuía na Rádio Liberdade (de João Pessoa, Paraíba) e na Rádio Continental (de Florianópolis, Santa Catarina). “Os homens podem ter seus erros, mas a igreja é santa”, afirmou o ex-bispo à reportagem.

Outro lado

A igreja não quis dar declaração ou informação sobre seu vínculo com as emissoras de TV da Rede Record, as emissoras de rádio e as empresas registradas em nome de bispos ou outros membros da instituição.

Folha encaminhou dois e-mails com detalhes sobre o conteúdo da reportagem, além de pedidos de entrevista feitos por telefone. A resposta, via assessoria de imprensa, foi de que não se manifestaria sobre nenhum dos temas abordados.

Fonte: Folha Online

Link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u355188.shtml

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