Ministro chora e fala em entregar o cargo se necessário

"Não vou ficar de joelho para ninguém, não tenho apego a cargo, estou honrado em fazer esse trabalho", declarou o ministro com a voz embargada - Imagem AE

Durante um evento ocorrido em Salvador, nesta sexta-feira (25/11), o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP) chorou e, afirmou em seguida, que pode entregar o cargo caso sua permanência venha a trazer algum tipo de mal estar à presidente Dilma Rousseff. O ministro aproveitou a ocasião para negar as supostas irregularidades no processo de mudança do modal de transporte de Cuibá – uma das sedes da Copa do Mundo de 2014. O projeto ainda não foi licitado.

De acordo com Negromonte, ele mesmo pediu que fosse instaurada uma sindicância para investigar se servidores agiram de maneira ilegal no processo de alteração do modal. Na opinião do ministro, as denúncias são originárias de fogo amigo de partidos aliados que possuem interesses contrários aos do Ministério das Cidades. Ele, que é baiano, atribuiu ainda as acusações a uma espécie de preconceito contra os nordestinos.

Toda a polêmica começou quando, em Mato Grosso, houve substituição de um parecer técnico favorável ao BRT (ônibus em corredores exclusivos) por outro defendendo o veículo leve sobre trilhos, o que encareceu o projeto, conforme noticiou ontem (24/11) o jornal Estado de S. Paulo.

Enquanto participava de um evento do Minha Casa, Minha Vida, Negromonte recebeu o apoio de políticos baianos e chegou a ficar com a voz embargada ao citá-los no discurso que proferiu.

“Não vou ficar de joelho para ninguém, não tenho apego a cargo, estou honrado em fazer esse trabalho. Se eu sentir que ela [a presidente] não me quer, vou lá e entrego o cargo, mas até agora nunca sinalizou”, relatou o ministro, em entrevista à imprensa.

Negromonte comentou ainda que recebeu um telefonema do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, com o intuito de tranquilizá-lo, reforçando que a presidente Dilma está inteirada do assunto e sabe exatamente como funcionam os trâmites para a definição de projetos que visam a Copa.

Fontes: Estado de S. Paulo, Folha e Tribuna da Bahia

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