EUA desafiam Irã e dizem que darão continuidade a operações no Golfo Pérsico

Mesmo após uma advertência, com tons ameaçadores por parte do Irã, os Estados Unidos mantiveram um porta-aviões nas proximidades do Estreito de Ormuz e anunciaram nesta terça-feira (03/01) que irão permanecer no local dando continuidade às operações no Golfo Pérsico. O Pentágono declarou que o tráfego de navios de guerra pelo Estreito de Ormuz – porta de entrada do Golfo – se faz necessário para abastecer as missões de Washington na região.

Ainda de acordo com um comunicado emitido pelo órgão de defesa norte-americano, os EUA não irão interromper este trânsito na localidade, pois “os movimentos dos porta-aviões no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz – via estratégica para o trânsito marítimo do petróleo – respondem a um compromisso militar americano de longa data”. No mesmo comunicado, o porta-voz do Pentágono, George Little, destacou que seu país continuará mobilizando suas unidades militares no Golfo, sempre que a demanda assim exigir.

EUA foram aconselhados pelo Irã a não retornar com porta-aviões USS John C. Stennis (à frente) ao Golfo Pérsico - Imagem: Reuters

“Nossas passagens pelo Estreito de Ormuz acontecem conforme à lei internacional que garante o direito de passagem a nossos navios”, salientou Little. “Estamos comprometidos com a proteção das regras do comércio marítimo, base da prosperidade internacional, e essa é uma das razões principais da presença militar (dos Estados Unidos) na região”, concluiu o porta-voz.

Na última quinta-feira (29/12), o porta-aviões norte-americano John C. Stennis e seu grupo de batalha deixaram o Golfo Pérsico. Hoje, em Teerã, o chefe das Forças Armadas iranianas, general Ataolah Salehí, afirmou que a embarcação não deveria regressar ao local. “Aconselhamos ao navio americano que saiu do Estreito de Ormuz e se dirigiu ao Mar de Omã que não retorne ao Golfo Pérsico”, declarou Salehí.

O alerta foi dado um dia depois de a Marinha iraniana ter completado dez dias de exercícios na entrada do Golfo, com os testes de três mísseis com capacidade de afundar navios.

França pede endurecimento das sanções

Ainda hoje, a França pediu mais rigor nas sanções contra o Irã. O objetivo dos franceses é convencer as autoridades iranianas a abandonar o polêmico programa nuclear. O ministro das Relações Exteriores francês, Alain Juppé, foi enfático ao pedir a cooperação dos demais países da União Europeia impondo um rígido bloqueio ao petróleo iraniano e ao Banco Central do país. Na opinião de Juppé os países da comunidade europeia devem tomar como exemplo as sérias medidas restritivas impostas pelos Estados Unidos e a Grã-Bretanha ao Irã.

“A França quer sanções mais duras, e o presidente (Nicolas Sarkozy) fez duas propostas concretas nessa frente, sendo a primeira a de congelar os bens do Banco Central iraniano, uma medida dura, e a segunda um embargo às exportações iranianas de petróleo”, declarou o chanceler francês.

Com informações das agências de notícias France Presse e EFE

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