Microsoft liga o sinal de alerta

Ao que parece, o início de 2012 será como o fim do ano que passou. Ao menos para a Microsoft. Isso porque, segundo analistas de mercado, a se confirmarem as vendas baixas de computadores, a principal divisão da companhia – a que responde pelo sistema operacional Windows – será diretamente afetada.  Numa outra frente, a empresa tenta abrir caminho, ainda que aos poucos, para os promissores mercados de tablets e celulares. A aposta da Microsoft para este nicho é a plataforma móvel Windows Phone.

Levando em conta o anúncio de seus mais recentes resultados, divulgados na quinta-feira (12/01) da semana passada, as ações da maior companhia mundial de software deverão permanecer mais ou menos onde estavam um ano atrás. “Fica claro que os investidores continuarão a precisar de paciência”, afirmou Raimo Lenschow, analista da Barclays Capital, em nota de pesquisa divulgada na sexta-feira (13/01).

O especialista da Barclays disse também que “pode haver ímpeto positivo em curto prazo”. Entretanto, para Lenschow, é preciso “primeiro ver indicações claras de sucesso nos celulares e tablets, em lugar de apenas sinais de esperança”.

Na semana passada, antes de participar da Consumer Eletronics Show (CES), a Microsoft deu pistas de que a fase que atravessa não é nada boa. Em conversa com analistas, na última terça-feira (10/01), a vice-presidente de Marketing da divisão Windows enfatizou a queda nas vendas de computadores pessoais e as recentes inundações na Tailândia, tornando difícil qualquer projeção a respeito de uma recuperação por parte da companhia.

“Creio que serão precisos dois trimestres para que a situação se resolva”, afirmou Tami Reller, falando sobre o efeito da escassez. “Seria ingênuo acreditar em outra coisa. E creio que será difícil prever o nível de venda em cada um desses trimestres”, completou.

A postura cautelosa vai de encontro aos números setoriais divulgados anteriormente pelo Gartner. Segundo a entidade, no último trimestre de 2011, as vendas mundiais de computadores apresentaram queda de 1,4%. Ainda segundo o grupo de pesquisa, a escassez de discos rígidos se fará sentir especialmente no primeiro trimestre deste ano.

Não bastasse todos os sinais negativos, para preocupação geral da Microsoft – e de toda a indústria de computadores – o Gartner apontou para “demanda de consumo continuamente baixa para os computadores” na temporada de festas de fim de ano nos EUA e falta de entusiasmo sobre os novos laptops de baixo peso defendidos pela Intel.

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