Naufrágio de navio na Itália pode gerar desastre ambiental de proporções desconhecidas

O ministro do Meio Ambiente da Itália, Corrado Clini, informou hoje (16/01) que, a qualquer momento, pode decretar situação de emergência na região onde o navio Costa Concordia afundou. De acordo com Clini, o estado de apreensão se deve à detecção, pelas equipes de resgate, de vazamento de material líquido ainda não identificado em volta do transatlântico. Antes de encalhar e tombar na última sexta-feira (13/01), o navio estava com os tanques cheios.

Apesar das suspeitas, o ministro italiano disse que ainda não se sabe se o vazamento é mesmo de combustível. Por garantia, barreiras de contenção já começaram a ser instaladas no redor da embarcação. A grande preocupação das autoridades italianas e dos ambientalistas de plantão é que as 2.380 toneladas de combustível transportadas pelo transatlântico se espalhem rapidamente pelo mar, provocando um impacto ambiental sem precedentes. “O monitoramento continua tomando decisões com o objetivo de evitar os riscos ambientais”, declarou o ministro italiano, em entrevista coletiva.

O local onde aconteceu o acidente com o navio Costa Concordia, perto da ilha italiana de Giglio, se caracteriza por ser um parque marinho de águas cristalinas e com grande diversidade de vida marinha. “O risco ambiental na ilha de Giglio é muito, muito alto”, alertou o ministro. “O objetivo é evitar o vazamento de combustível do navio. Estamos trabalhando para evitar isso. É urgente e o tempo está se esgotando”.

Apesar das suspeitas, ministro italiano disse que ainda não se sabe se o vazamento é mesmo de combustível / Imagem: Portal Exame

O navio, que possui 290 metros de comprimento, permanece encalhado sobre um banco de rochas submarinas. As equipes de resgate, porém, temem que o Costa Concordia deslize e caia numa fenda de mais de 70 metros de profundidade, o suficiente para fazer o transatlântico submergir.

Mais cedo, tendo em vista a piora das condições climáticas e o aumento da força das ondas, a embarcação se deslocou um pouco, paralisando os trabalhos de resgate por cerca de três horas. No início da tarde a operação recomeçou. Dezesseis pessoas continuam desaparecidas.

“Erro humano” causou acidente, diz presidente da responsável pelo navio

Nesta segunda, o presidente e CEO da Costa Cruzeiros, Luigi Foschi, anunciou que o desastre foi causado por “erro humano” do capitão Francesco Schettino, que foi preso pela polícia italiana e deverá responder por homicídio culposo múltiplo. Segundo Foschi, os esforços de sua empresa estão, temporariamente, voltados para evitar um desastre ambiental. “Estamos agora na fase emergencial de tentar evitar a poluição”, enfatizou o executivo.

Como o Costa Concordia carrega combustível denso, a tarefa de bombeá-lo para fora da embarcação se torna mais complicada. Uma forma de facilitar o trabalho é aquecê-lo ou dilui-lo. Após o naufrágio, a imprensa italiana lembrou que grupos ambientalistas pedem há anos que transatlânticos sejam proibidos de navegar próximo ao arquipélago da Toscana, formado pelas ilhas de Giglio, Montecristo, Pianosa, Elba, Capraia e Gorgona.

“Essas monstruosas cidades flutuantes poluem o cenário com a sua presença e os rios, mares e cidades onde param com os dejetos que produzem”, declarou a presidente da organização ambiental Italia Nostra, Alessandra Motola Molfino. “O desastre do Costa Concordia infelizmente prova a insustentabilidade do tipo de turismo que explora e maltrata a beleza e o patrimônio cultural da Itália e não produz nenhum crescimento nem bem-estar”, criticou ela.

Com informações do site da revista Veja

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