Brasileiras ditam tendência da moda praiana mundial

As brasileiras são as consumidoras mais exigentes quando o assunto é moda praiana, diz pesquisa

Como dizia um dos maiores sucessos do Ultraje a Rigor, parece mesmo que os biquínis brasileiros “vão invadir a praia dos gringos”. Pelo menos, é essa a tendência, segundo os especialistas em moda de verão. Em texto recente postado no site da revista Época, a autora Margarida Telles fala justamente sobre a preferência mundial: o biquíni tupiniquim. Margarida lembra que não só as mulheres brasileiras com suas formas exuberantes são ícones que levam um pouco do País ao exterior. Os biquínis e maiôs, por exemplo, são referências pela qualidade dos tecidos e pelo design sempre inventivo e revolucionário.

Numa pesquisa realizada recentemente, constatou-se que a brasileira é, sem sombra de dúvida, a consumidora mais exigente do planeta quando o assunto é a moda praiana. Na mesma pesquisa, pôde-se notar ainda que, em outros países, as mulheres não pensam duas vezes na escolha de roupas para a areia ou para a piscina. “As pessoas no exterior não procuram apenas biquínis. Elas querem biquínis brasileiros”, afirma Renato Thomaz, diretor da grife Água de Coco. “Virou um objeto do desejo.”

Em levantamento recente, a Invista, dona da marca Lycra, realizou uma interessante comparação entre 2.576 mulheres do Brasil, da Alemanha, dos Estados Unidos, da França, da Itália e do Reino Unido, na qual avalia as preferências no quesito praiano. Uma das conclusões mais marcantes decorrentes da pesquisa diz respeito às tendências que, há até pouco tempo, eram bem definidas e de pouca variedade de estampas e cores.

“Hoje, cada marca trabalha com pelo menos quatro ou seis bases diferentes de tecidos”, afirma Amalia Spinardi, criadora e estilista da Jo de Mer. O que explica esta mudança de parâmetros é que, por trás da variabilidade de desenhos, há um avanço técnico. Novas tecnologias digitais permitiram imprimir, em tecidos de moda praia, estampas que antes se tornavam impensáveis em larga escala.

Ainda segundo a pesquisa, a brasileira, tem sim, ditado a moda em estampas, tecidos e na forma de usar o biquíni. Este nível de influência confere às consumidoras do País um status de “consultoras de moda praiana”.

Anteriormente, cada região do mundo, tinha os seus próprios estilos de se vestir no verão das poucas roupas. Agora, a estamparia usada nos cinco países pesquisados é muito similar à do Brasil. Por aqui é comum misturar a parte de cima de um modelo com a de baixo de outro. Esse hábito começa a ser disseminado lá fora.

Para 66% das brasileiras, a qualidade é o primeiro aspecto a ser avaliado na hora de comprar uma peça. “Um biquíni bem-aceito pelo público brasileiro é um produto com qualidade mundial”, diz Paola Robba, diretora da Poko Pano.

Uma das principais características da mudança de valores na compra de biquínis e, até mesmo maiôs no exterior, é o tamanho das peças usadas e fabricadas em outros países. Os modelos estão seguindo a mesma linha de fabricação adotada pelo Brasil. Entretanto, é no bumbum que a polêmica persiste. “As brasileiras preferem modelagens menores. Acabamos adaptando as peças para a exportação”, afirma Benny Rosset, estilista e dono da Companhia Marítima.

Com informações da revista Época

 

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