Conselho de Segurança da ONU estuda enviar observadores à Síria

A diplomacia russa anunciou neste sábado (14/04) que os 15 países membros do Conselho de Segurança da ONU estão alinhados no sentido de enviar observadores à Síria. Estes agentes terão a missão de supervisionar o cessar-fogo na região. O anúncio foi dado poucas horas antes de uma votação nas Nações Unidas que pode definir o próximo passo da entidade no sentido de combater a onda de violência que assola o País.

A ideia dos integrantes do Conselho de Segurança é votar ainda hoje, em Nova Iorque, um projeto de resolução que terá a finalidade de autorizar o envio de observadores à Síria, após as truncadas negociações entre russos e ocidentais.

Em linhas gerais, o plano do emissário internacional, Kofi Annan, para a Síria estabelece o fim da violência, o direito de liberdade de expressão – por meio de manifestações pacíficas – e a abertura ao diálogo tanto por parte da oposição como por parte do governo local.

Cidade de Homs foi uma das mais atacadas por bombardeios neste sábado - Imagem: Reuters

Neste sábado, as forças sírias realizaram um bombardeio de uma hora de duração em dois bairros da cidade de Homs, no que deveria ser o terceiro dia de cessar-fogo. Segundo informações do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) os bombardeios nos bairros de Jurat al-Shaya e Al-Qarabis não provocaram vítimas.

Nos meses que antecederam ao período de trégua proposto, mas ainda não posto completamente em prática, Homs (a terceira maior cidade do País) foi brutalmente atacada, especialmente no bairro de Baba Amr – reduto de insurgentes recuperado pelo Exército no dia 1º de março, após um mês de bombardeios intensos.

Mesmo com o cessar-fogo, nos dois últimos dias, 18 pessoas morreram, em sua maioria civis. De toda forma, a quantidade já é inferior à média diária dos últimos meses, que alcançava dezenas de mortos por dia.

Milhares de sírios protestaram na sexta-feira (13/04) em todo o País para testar o compromisso do regime de Bashar al-Assad de respeitar o plano de paz do emissário internacional Kofi Annan. O Exército abriu fogo contra os manifestantes e matou quatro pessoas no país.

 

Com informações do site da revista Veja e da agência France-Presse

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