CPI no RS diz que vai pedir bloqueio dos bens de irmão de Ronaldinho Gaúcho

O portal de notícias G1 apurou no Rio Grande do Sul que o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Ronaldinho Gaúcho (IRG), o vereador Mauro Pinheiro (PT), pedirá ao Ministério Público Federal, nos próximos dias, o bloqueio de parte dos bens de Roberto de Assis Moreira, irmão e empresário do jogador de futebol do Flamengo. O principal objetivo da CPI é investigar possíveis irregularidades envolvendo o IRG e a Prefeitura de Porto Alegre.

O presidente da comissão explicou que a medida visa garantir que os cofres públicos sejam ressarcidos, caso sejam comprovadas as suspeitas de irregularidades. “Faremos duas solicitações: uma sobre o bloqueio de parte dos bens, incluindo as dependências físicas do Instituto Ronaldinho Gaúcho, e outra para que Assis seja impedido de deixar o Brasil até o término das investigações”, declarou Mauro Pinheiro.

Nesta terça-feira (24/04), Pinheiro e outros três vereadores – Carlos Todeschini (PT), Pedro Ruas (PSOL) e Waldir Canal (PRB) – estiveram reunidos com o juiz José Paulo Baltazar Júnior, da 1ª Vara Federal Criminal de Porto Alegre. José Paulo foi quem condenou Assis, em primeira instância, a cinco anos e cinco meses de prisão. A pena por lavagem de dinheiro e evasão de divisas, segundo determinação do juiz, deve ser cumprida em regime semiaberto. “Fomos ver se ele já tinha feito a solicitação para evitar que Assis deixe o país, o que não feito”, justificou Pinheiro.

Assis, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho, foi condenado, em primeira instância, a cinco anos e cinco meses de prisão em regime semiaberto / Imagem: site da revista Veja

O presidente da CPI comentou também que o irmão de Ronaldinho foi convidado a depor, entretanto, não há nenhuma data programada para que isso ocorra. O motivo: os vereadores estariam esbarrando em dificuldades para agendar um dia com o presidente do IRG.

“Na segunda-feira (23), conseguimos contato com o Assis. Ele disse que, a princípio, não teria problema para depor. Hoje, tentamos novamente com o advogado dele, mas não fomos atendidos. Se ele não vier, vamos optar pela via judicial”, concluiu o vereador.

A próxima reunião da CPI do IRG está programada para a próxima quinta (26/04). A prefeitura da capital gaúcha cobra uma suposta dívida de R$ 854 mil do IRG com a administração municipal, referente a dois convênios assinados entre os anos de 2007 e 2010.

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