Depois de 15 horas, Senado argentino aprova expropriação da petrolífera YPF

O Senado argentino aprovou na madrugada desta quinta-feira (26/04) o projeto da presidente Cristina Kirchner que estabelece a expropriação do controle acionário da companhia espanhola Repsol sobre a petrolífera YPF. Em seguida, o texto foi enviado para a Câmara dos Deputados. No total, o projeto contou com 63 votos a favor. Entre os que aprovaram o tema estavam governistas, aliados e até mesmo as principais forças oposicionistas. Além desses, três senadores foram contra e quatro se abstiveram. As discussões sobre o assunto duraram 15 horas.

Ainda na madrugada de quinta, o texto foi encaminhado para a Câmara dos Deputados, onde a medida será votada em até uma semana. Já se sabe que, assim como no Senado, a medida contará com o apoio dos peronistas do governo, dos aliados e dos principais nomes da oposição, incluindo os social democratas e os socialistas.

O texto foi enviado para a Câmara dos Deputados e deverá ser votado em até uma semana

No fim do longo debate no Senado, o presidente do bloco governista, Miguel Pichetto, fez questão de dizer que “ninguém vai derramar uma lágrima pela Repsol na Espanha, porque estão fazendo investimentos fora da Espanha e estão confundindo uma empresa com um país”.

Vale dizer que a YPF é responsável por produzir 34% do petróleo e 25% do gás da Argentina, respondendo ainda por 54% do refino para o mercado, conforme informações do Instituto Argentino do Petróleo (IAP).

Apesar de obter grande aceitação no Legislativo, o projeto está sendo alvo de severas críticas por parte da Espanha, da União Europeia, dos Estados Unidos e de alguns organismos internacionais.

Por entender que seu País não está sendo beneficiado com investimentos da petrolífera espanhola, a presidente Cristina Kirchner resolveu anunciar recentemente a nacionalização da YPF – após sua privatização em 1999.

Como resposta à medida adotada pelo governo argentino, o grupo Repsol foi a público, no início da semana passada, para anunciar que irá processar qualquer empresa que se aproveitar do processo de expropriação da YPF para investir na companhia.

“Nós nos reservamos o direito de empreender ações legais contra qualquer investimento na YPF ou em seus ativos ilegalmente expropriados da Repsol”, disse o porta-voz da empresa, Kristian Rix.

De acordo com o presidente da Repsol, AntonioBrufau, o grupo exigirá “uma compensação através da arbitragem internacional” que deverá “ser no mínimo igual ao valor da participação da Repsol na YPF, estimada em US$ 10,5 bilhões”.

 

Com informações da EFE e da France Presse

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