Em 2012, brasileiro vai trabalhar 150 dias para abastecer os cofres públicos

Dependendo da faixa de renda na qual se enquadra, o contribuinte terá de trabalhar mais dias no ano para quitar suas obrigações com o Leão

Quando se fala em carga tributária no Brasil, não tem como não associar o termo a algo negativo, pois os tributos, contribuições e impostos pagos sobrecarregam absurdamente milhões de pessoas que estão no mercado de trabalho. Como se não bastasse já estar nas alturas, a carga de tributos pagos ao governo sobe de maneira exponencial a cada ano que passa. Esta voracidade tributária pode ser facilmente verificada se levados em conta os dias trabalhados para pagar tantos impostos, taxas, contribuições e afins.

Neste ano, serão, ao todo, 150 dias de trabalho para pagar tudo o que se deve às três esferas governamentais: federal, estadual e municipal. Isso equivale a quatro meses e 29 dias de labuta voltados para irrigar única e exclusivamente o Fisco. Em termos práticos, até o dia 29 deste mês, todos os brasileiros estão trabalhando para pagar os cofres públicos. Os dados, divulgados ontem (21/05), fazem parte de um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT).

Numa breve comparação com anos anteriores, tem-se os seguintes números: 149 dias (2011), 148 dias (2010), 147 dias (2009) e 148 dias (2008)

“A quantidade de dias dobrou em relação à década de 1970, quando eram necessários 76 dias de trabalho para esse fim”, comenta o presidente executivo do Instituto, João Elói Olenike.

Ainda de acordo com o estudo, dependendo da faixa de renda na qual se enquadra, o contribuinte terá de trabalhar mais dias no ano para quitar suas obrigações com o Leão. Aqueles que têm rendimento mensal de até R$ 3 mil, por exemplo, trabalham 143 dias. Os que ganham entre R$ 3 mil e R$ 10 mil precisam de 159 dias. Finalmente, os que recebem acima de R$ 10 mil, tem que labutar 152 dias.

“Apesar de trabalhar um dia a mais para pagar tributos em 2012, em relação ao ano passado, o brasileiro continua não vendo o retorno dos valores recolhidos em serviços à população, como segurança, rodovias sem pedágio, educação, saneamento básico, saúde, iluminação pública e outros”, afirma Olenike.

Fora a tributação que incide nos rendimentos – tais como Imposto de Renda, INSS, Previdências Oficiais e contribuições sindicais – o brasileiro precisa desembolsar dinheiro ainda para pagar os chamados tributos indiretos sobre o consumo – já inclusos nos preços finais de produtos e serviços. Alguns exemplos são o PIS, a Cofins, o ICMS, o IPI e o ISS.

Também fazem parte da lista os tributos sobre o patrimônio (IPTU, IPVA, ITCMD, ITBI, ITR). Constam ainda para efeito de cálculo, as taxas (limpeza pública, coleta de lixo, emissão de documentos) e as contribuições (iluminação pública).

OUTROS PAÍSES – O estudo traz ainda comparação com a situação em outros países e revela que o Brasil tem posição de destaque quando o assunto é cobrança de tributos. “Ficamos atrás apenas da Suécia, onde o contribuinte destina 185 dias para o pagamento dos tributos. Na França, são 149 dias; nos Estados Unidos, 102 dias e, no México, 95 dias”, revela. Até a nossa vizinha Argentina tem carga tributária mais leve para os seus trabalhadores. Lá, os contribuintes destinam 101 dias para abastecer os cofres públicos.

 

Com informações do Diário do Grande ABC

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