Governo anuncia pacote de estímulo ao consumo interno de automóveis

As medidas começam a valer nesta terça-feira (22/05) e terão duração até o próximo dia 31 de agosto

Por intermédio do Ministério da Fazenda, o governo federal decidiu diminuir e, em alguns casos, até zerar o imposto sobre a fabricação de veículos. As taxas para tomada de empréstimo também foram reduzidas. As medidas começam a valer nesta terça-feira (22/05) e terão duração até o próximo dia 31 de agosto. O principal objetivo é aliviar o bolso do brasileiro e estimular consumo interno.

De acordo com a nova determinação, as montadoras instaladas no País terão redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), para carros de até mil cilindradas (1.0), de 7% para zero. No caso dos veículos importados, o imposto sofrerá queda de 37% para 30%. Já os automóveis de até duas mil cilindradas (2.0) terão diminuição da alíquota para modelos a álcool e flex de 11% para 6,5%. Finalmente, os importados terão corte do IPI de 41% para 35,5%.

Os utilitários montados no País também foram incluídos na lista de incentivos do governo. O IPI para este grupo vai de 4% para 1% e, a alíquota dos importados, de 34% para 31%.

Em relação aos empréstimos, todas as operações de crédito para pessoas físicas sofrerão redução do IOF de 2,5% para 1,5% ao ano.

Outra medida inserida no pacote do governo diz respeito aos fabricantes de veículos no País que fecharam acordo no qual prometem não demitir funcionários e repassar os descontos ao consumidor final. Enquanto isso, os bancos vão oferecer, além dos juros menores, um maior prazo para a quitação da dívida.

Segundo declaração do ministro da Fazenda, Guido Mantega, os bancos afirmaram que irão aumentar o volume de crédito para aquisição de automóveis, ampliando o número de parcelas e reduzindo a entrada para a aquisição de utilitários. Além disso, estas instituições financeiras se comprometeram a reduzir as taxas de juros.

Ainda de acordo com o ministro, os bancos terão maior disponibilidade de capital porque o Banco Central optou por “abrir mão” de R$ 18 bilhões de recolhimento do compulsório – dinheiro que as instituições financeiras deixam obrigatoriamente depositados no próprio BC.

O montante, que equivale a 10% do total do crédito concedido pelo segmento, será utilizado para “novas operações de crédito para financiamento de automóveis e de veículos comerciais leves”, segundo nota oficial divulgada pelo BC ontem. A renúncia fiscal do governo por causa dessas reduções de impostos ficará na casa dos R$ 2,1 bilhões, segundo informações de Mantega.

 

Com informações do R7

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