Pesquisa mostra que 71% das empresas brasileiras sofrem com escassez de mão e obra

A empresa de soluções em gestão e contratação de pessoal, ManpowerGroup, divulgou recentemente os resultados referentes ao seu VII Estudo Anual sobre a Escassez de Talentos. No levantamento concluiu-se que um em cada três empregadores (34%) no mundo estão passando por dificuldades para preencher cargos. Utilizando um exemplo caseiro, no Brasil, 71% das organizações se queixam da escassez de talentos (em 2010 o mesmo índice foi de 64% e, em 2011, de 57%).

Ao todo, participaram do estudo – realizado durante o primeiro trimestre de 2012 –  38.077 empregadores de 41 países nas regiões da Ásia (8.786), Américas (10.232) e Europa, Oriente Médio e África – que juntas somaram 19.059 executivos. No caso das Américas, os países englobados foram Argentina, Brasil, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, México, Panamá, Peru e Estados Unidos. O índice de dificuldade de preenchimento de cargos nessa região é de 41%.

Passando para um contexto de análise mundial, os empregadores que estão enfrentando as maiores dificuldades para preencher as vagas se situam no Japão (81%), Brasil (71%), Bulgária (51%), Austrália (50%), EUA (49%), Índia (48%), Nova Zelândia (48%), Taiwan (47%), Panamá (47%), Romênia (45%), Argentina (45%), México (43%) e Alemanha (42%).

“O cenário de contratações atual é o oposto ao de alguns anos atrás em que faltava emprego e sobravam pessoas”, diz Riccardo Barberis, country manager do ManpowerGroup.

Se forem avaliadas as ocupações com maior dificuldade de preenchimento a de trabalhador de ofício manual é a mais comum. Na segunda posição aparecem os engenheiros (mecânicos, elétricos e civis) seguidos pelos representantes de vendas, técnicos, profissionais de TI, contadores e profissionais de finanças, motoristas, gerentes/executivos, operários e secretárias e assistentes administrativos.

Avaliando de modo mais específico os países das Américas, pode-se observar que a ocupação que apresenta maior dificuldade de preenchimento é a de engenheiro. Na segunda posição figuram os técnicos, seguidos dos representantes de vendas, trabalhadores de ofício manual, operadores de produção, secretárias e assistentes administrativos, contadores e profissionais de finanças, motoristas, profissionais de TI e operários.

Os dados deste ano revelam que com o impacto mais profundo da crise global, 56% dos empregadores globais indicam que os cargos não preenchidos deverão ter pouco ou nenhum impacto sobre os clientes e investidores, representando um aumento considerável com relação aos 36% em 2011.

“A falta de talentos é endêmica, mas as empresas se acostumaram a fazer mais com menos e hesitam em contratar até que vejam a demanda e possam encontrar talentos com as habilidades específicas que precisam,” afirmou Jeffrey Joerres, CEO do ManpowerGroup. “Surpreendentemente, agora, os empregadores estão menos preocupados com o impacto que essas faltas terão sobre clientes e investidores, o que sinaliza uma perspectiva de aceitação dessa nova realidade”, completou.

Pesquisa_Manpower de dificuldade de preenchimento do setor

“Deixar cargos não preenchidos pode ser um ajuste de curto prazo, mas é uma abordagem míope/limitada e insustentável para tratar da falta de talentos. Os empregadores devem encontrar soluções que os ajudem a cuidar dos déficits e a tapar lacunas de habilidades específicas, como investir em treinamento e associar-se aos educadores”, diz Joerres.

Ainda de acordo com o levantamento do ManpowerGroup, dentre os inúmeros motivos mais habituais para os empregadores dos países consultados dizerem que não conseguem preencher funções está a simples falta de candidatos – fator que teve seu índice elevado de 24% no ano passado para 33% em 2012. Outro aspecto que também é bastante citado é a falta de competências técnicas e habilidades mensuráveis que ficou em 33%, ou seja, acima dos 22% de 2011. Isso porque o primeiro semestre do ano ainda nem acabou.

No intuito de superar o apagão de talentos, 25% dos empregadores em escala mundial afirmam que providenciam treinamentos para seus funcionários, 12% fazem pesquisas além da região da empresa, 12% escolhem pessoas sem as habilidades necessárias – mas com potencial para aprender a crescer – 9% focam mais na retenção de talentos – em vagas cuja seleção é mais complexa – e 8% aumentam os salários iniciais.

No entendimento dos analistas da Manpower, o crescimento no número de treinamentos patrocinados pelos empregadores dá pistas de que as posições estão mudando rapidamente, exigindo novos níveis de sofisticação, conhecimento e habilidades, exigindo ainda que os empregados adotem uma mentalidade de aprendizagem contínuo e, consequentemente, gerando uma atualização constante.

Na opinião dos executivos da Manpower, o treinamento serve, dentre outras ferramentas, para contornar a crise ao instruir mais o staff atual e promover as pessoas que demonstrarem o potencial de crescer e se desenvolver, especialmente no que tange os empregadores.

Com informações do G1

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