BID faz alerta sobre mudanças climáticas

Países da América Latina e do Caribe enfrentarão prejuízos anuais de US$ 100 bilhões (algo em torno de R$ 203 bilhões) até 2050, caso não se enquadrem nas medidas para tentar conter os danos em decorrência do aquecimento global / Imagem: Vivaterra.org.br

Um levantamento realizado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – em parceria com a Comissão Econômica da América Latina e o Caribe (Cepal) e a World Wildlife Fund (WWF) – e que será apresentado no próximo dia 20 de junho na Rio+20, mostra que os países da região enfrentarão prejuízos anuais de US$ 100 bilhões (algo em torno de R$ 203 bilhões) até 2050, caso não se enquadrem nas medidas para tentar conter os danos em decorrência do aquecimento global.

Segundo o chefe da unidade de energia sustentável e mudança climática do BID, Walter Vergara, os impactos físicos podem ser minimizados com investimentos em adaptação. Ele destaca que os problemas de perda de capacidade dos reservatórios hidrelétricos no Brasil, por exemplo, podem ser compensados com ações de reflorestamento.

“Uma medida de adaptação muito simples para o Brasil é trabalhar em bacias altas, acima dos reservatórios, fazer reflorestamento e conservar os bosques para que eles consigam reter a água e diminuir o impacto físico da perda de energia. Assim você consegue diminuir a velocidade de escoamento das águas e aumentar o armazenamento no solo”, explica Vergara.

Outra consequência catastrófica do aquecimento global é a elevação do nível do mar. Para combater este aumento cada vez mais veloz em várias partes do mundo, o relatório ressalta a necessidade de planejamento de infraestrutura urbana e ainda a construção de barreiras físicas.

O levantamento do BID destaca também os prejuízos nas lavouras agrícolas na América Tropical, Brasil, Bolívia e norte da Argentina em decorrência dos fatores climáticos. “Nas áreas onde era possível plantar soja, por exemplo, será necessário encontrar sementes que consigam se adaptar às mudanças de temperatura”.

Vergara explica que o relatório ainda calcula o custo financeiro associado à diminuição rápida de emissões de gases na América Latina. “A gente calcula que será necessário investir outros US$ 110 bilhões por ano para reduzir as emissões do estágio de hoje para duas toneladas per capita para o ano 2050. Essa é a única forma para que o planeta não esquente mais do que 2ºC neste século”, finaliza.

 

Com informações da Agência Estado e do Último Segundo

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