Caso Demóstenes: Votos, nem tão secretos assim

Para surpresa de boa parte dos brasileiros, desta vez, alguns parlamentares que votaram a favor da cassação do ex-senador Demóstenes Torres optaram por declarar abertamente seus respectivos votos ao site Congresso em Foco. Apesar da vontade de alguns senadores de revelarem sua posição em relação à cassação do ex-parlamentar, alguns dos questionados não quiseram comentar seus votos. Em plenário, a votação foi secreta.

Nesta quarta-feira (11/07) o mandato de Demóstenes foi cassado por 56 votos a favor e 19 contra. Além destes, completaram o total dos 80 presentes, outros cinco que se abstiveram.

Esta é a segunda vez em toda a história do Senado que ocorre uma cassação de mandato. Na primeira, Luiz Estevão (PMDB-DF) passou pela mesma situação de Demóstenes em junho de 2000. De lá para cá, muitas denúncias em relação a outros senadores, mas todos passaram praticamente ilesos com o velho discurso da tal reputação ilibada.

Com a perda do mandato, o agora ex-senador Demóstenes Torres, não poderá concorrer a nenhum cargo eleitoral pelos próximos oito anos, contados a partir do fim do mandato para o qual havia sido eleito. Logo, o ex-parlamentar só poderá tentar uma nova eleição em 2028, já que seu mandato se encerraria em fevereiro de 2019 e não há nenhum pleito previsto para outubro de 2027. Com a cassação, Demóstenes também perde o foro privilegiado – o que permitia que fosse julgado em condições especiais.

Alguns parlamentares, que votaram a favor da cassação do ex-senador Demóstenes Torres, optaram por declarar abertamente seus respectivos votos / Imagem: Blog do Rodrigo Vianna

Ontem mesmo o ex-senador anunciou por sua página no Twitter que irá recorrer ao Supremo Tribunal Federal. “Vou recuperar no STF o mandato que o povo de Goiás me concedeu”, escreveu. Ele afirmou que há “motivos suficientes” para tentar recuperar o mandato. “Fui cassado sem provas, sem direito a ampla defesa e sem ter quebrado o decoro”.

Confira abaixo a lista, apurada pelo Congresso em Foco, com a manifestação aberta do voto. Segundo o site, os quatro consultados que preferiram não revelar alegaram que a Constituição estabelece que nessas situações o voto é secreto e que a divulgação poderia acabar sendo usada como argumento para Demóstenes tentar anular o resultado.

A FAVOR DA CASSAÇÃO

PCdoB

Inácio Arruda (CE)

Vanessa Grazziotin (AM)

PDT

Acir Gurgacz (RO)

Cristovam Buarque (DF)

Pedro Taques (MT)

PMDB

Eduardo Amorim (AM)

Eunício Oliveira (CE)

Garibaldi Alves (RN)

Luiz Henrique (SC)

Pedro Simon (RS)

Roberto Requião (PR)

Ricardo Ferraço (ES)

Vital do Rêgo (PB)

PP

Ana Amélia (RS)

Ciro Nogueira (PI)

PSB

Antonio Carlos Valadares (SE)

João Capiberibe (AP)

PSD

Kátia Abreu (TO)

PSDB

Aécio Neves (MG)

Aloysio Nunes Ferreira (SP)

Alvaro Dias (PSDB)

Cássio Cunha Lima (PB)

Flexa Ribeiro (PA)

Mário Couto (PA)

PSOL

Randolfe Rodrigues (AP)

PT

Ana Rita (ES)

Angela Portela (RR)

Anibal Diniz (AC)

Delcídio do Amaral (MS)

Eduardo Suplicy (SP)

Humberto Costa (PE)

Jorge Viana (PT)

José Pimentel (PT)

Lindbergh Farias (RJ)

Marta Suplicy (PT)

Paulo Paim (RS)

Walter Pinheiro (BA)

Wellington Dias (PI)

PTB

Gim Argello (DF)

PV

Paulo Davim (RN)

PREFERIRAM NÃO SE MANIFESTAR

Blairo Maggi (PR-MT)

Jayme Campos (DEM-MT)

José Agripino (DEM-RN)

Sérgio Souza (PMDB-PR)

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