Emoção no tatame

O início do dia foi de muito choro no tatame. Isso porque a brasileira Rafaela Silva foi eliminada da competição olímpica de judô na categoria peso-leve (até 57 kg). A judoca carioca foi derrotada nas oitavas de final do torneio, já que, no entendimento da arbitragem, ela teria se utilizado de uma catada de perna – o que seria um golpe ilegal – para derrubar a húngara Hedvig Karakas.

Apesar de chegar a ser validado como um wazari, o golpe de Rafaela foi posteriormente retirado da pontuação oficial após a verificação do vídeo da luta. Diante da eliminação, a judoca brasileira, vice-campeã mundial em 2011, não resistiu e caiu no choro.

Desde o início da luta, a oponente de Rafaela chamou a atenção, não só por sua técnica, mas também por esbanjar beleza. Mas como para o esporte beleza não põe mesa, Karakas partiu para cima da brasileira, recuperando, logo no começo do confronto, uma desvantagem de um yuko, contra a espanhola Concepcion Bellorin nos segundos finais, com um ippon no uchimata, especialidade de Rafaela. As duas já haviam se enfrentado duas vezes em oportunidades anteriores: como júnior, quando a esportista húngara venceu; e como sênior, no ano passado, quando Rafaela levou a melhor.

Brasileira bem que tentou, mas não conseguiu superar judoca húngara e foi eliminada nas oitavas de final da competição olímpica após aplicar golpe de catada de perna / Imagem: AFP

A judoca do Rio de Janeiro começou a luta muito focada e logo no início arriscou um ippon seoi nage, neutralizado por Karakas. O duelo continuou bastante disputado até que, com 3m40s, a húngara recebeu a primeira advertência. A adversária de Rafaela passou a arriscar seu uchi-mata, mas sem sucesso.

Faltando três minutos para o final, a judoca do Brasil conseguiu aplicar um wazari, desequilibrando Karakas ao catar suas pernas para derrubá-la. Entretanto, este lance se tornaria polêmico, pois, pouco depois, a arbitragem decidiu por tirar o ponto de Rafaela por considerar seu golpe ilegal.

Com a reavaliação do juiz da luta, Rafaela Silva não aguentou. Desabou no tatame, aos prantos. Karakas estendeu sua mão e a ajudou a brasileira a se levantar, mas Rafaela não parou de chorar. Inconsolável, ela precisou ser carregada pela técnica Rosicleia Campos à área técnica.

A catada de perna foi banida do judô como ataque direto em 2010, quando a Federação Internacional de Judô (FIJ) mudou as regras do esporte com a intenção de voltar ao estilo mais tradicional do esporte, que estava se assemelhando demais à luta livre e greco-romana. Desde então, o judoca só pode pegar as pernas do adversário com as mãos para derrubá-lo em tentativas de contragolpe.

 

Com informações da AFP

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